Loading...

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

PROJETO HORTA NA ESCOLA


CENTRO EDUCACIONAL MUNICIPAL “CRIANÇA ESPERANÇA III”






PROJETO HORTA









RIO BRILHANTE - MS
MAIO/DEZEMBRO
2013





CENTRO EDUCACIONAL MUNICIPAL “CRIANÇA ESPERANÇA III”
DIRETORA: SANDRA REGINA MARTINS DE OLIVEIRA
COORDENADORAS: LÚCIA GOMES PEDROSO
MARIA AMÉLIA CAMPOS CASTRO
PROFESSORES: CRISLAINE VIEIRA DOS SANTOS JUNG
MICHELE CRISTINA B. DE CAMPOS
RODRIGO DE CÁSSIO SILVA HAHN





PROJETO HORTA NA ESCOLA


          Projeto desenvolvido nas turmas de 4º e 5º ano dos períodos matutino e vespertino nas disciplinas de: Português, Matemática, História, Geografia e Ciências juntamente com a STE, do Centro Educacional Municipal Criança Esperança III.




RIO BRILHANTE - MS
MAIO/DEZEMBRO
 2013





JUSTIFICATIVA

Sendo a escola um espaço onde a criança dará sequencia ao seu processo de socialização é fundamental o papel da educação ambiental na formação de jovens responsáveis.
            A escola do campo deve abordar os princípios da educação ambiental de forma sistemática e transversal em todos os níveis de ensino.
            Os conteúdos ambientais devem envolver todas as disciplinas possíveis do currículo e estarem interligados com a realidade da comunidade, para que o aluno perceba a correlação dos fatos e tenha uma visão integral do mundo em que vive. Nesse sentido a escola devera promover através de ações a preservação e a conservação do meio ambiente para que o aluno tome consciência de sua responsabilidade. E assim com as atividades extraclasse viabilizamos ao aluno conhecimentos e praticas que envolvem todas as dependências da escola estabelecendo a relação entre teoria e pratica e os cuidados com a alimentação.
Hoje as crianças e adolescentes das cidades no ambiente externo a escola normalmente estão em frente a vídeo games, computadores e televisores, não tendo mais o contato com o         meio ambiente. Desta forma se faz necessário que nós  professores resgatemos este contato, permitindo este relacionamento, é desta forma que as hortas nas escolas possuem um papel importantíssimo. Além de permitir a discussão sobre a importância de uma alimentação saudável e equilibrada, (FETTER E MULLER, 2008).
O cultivo de alimentos tem papel importante muitas vezes para a atividade agrícola familiar, contribuindo para o seu fortalecimento e garantindo sua alimentação. As hortaliças apresentam-se como uma boa alternativa, considerando que a escola possui uma área disponível, podendo haver uma pequena diversidade de produtos. Toda via as atividades realizadas requerem organização e espírito coletivo, principalmente em se tratando de procedimentos agroecológicos (OLIVEIRA E SILVA, 2009).
No Brasil a educação ambiental foi regulamentada pela Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), Lei 9.795, de 27 de abril de 1999, define seus princípios básicos, incorporando oficialmente a Educação Ambiental nos sistemas de ensino, (TOTE E ANDRADE 2009).
A horta inserida no ambiente escolar pode ser um laboratório vivo que possibilita o desenvolvimento de diversas atividades pedagógicas em educação ambiental e alimentar unindo teoria e prática de forma contextualizada, auxiliando no processo de ensino-aprendizagem e estreitando relações através da promoção do trabalho coletivo e cooperado entre os agentes sociais envolvidos, (MORGANO, 2006).
            O técnico agrícola nesse processo auxilia a comunidade escolar no planejamento, execução e manutenção das hortas, levando à comunidade escolar princípios como horticultura orgânica, compostagem, formas de consumo dos alimentos, propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, relação campo-cidade, entre outros, (FETTER E MULLER, 2008).
            Através deste projeto os alunos terão a oportunidade de conciliar teoria à prática, aplicando o que se aprende na sala de aula.
            Assim levarão uma experiência valiosa para vida, já que a saúde do homem está ligada a uma alimentação saudável e rica em vegetais (FRISK 2008).
A organização e o desenvolvimento dessse projeto curricular tem como objetivo a mudança na prática pedagógica. Essa prática busca dar um significado maior ao trabalho docente e abranger as funções da escola em suas diversas instâncias como instituição social (BONAFÉ, 1998). A horta inserida no ambiente escolar pode ser um laboratório vivo que possibilita o desenvolvimento de diversas atividades pedagógicas em educação ambiental e alimentar, unindo a teoria e a prática, além de proporcionar uma grande variedade de alimentos para a complementação da merenda escolar. O projeto contempla os Parâmetros Curriculares Nacionais para a educação fundamental em seus aspectos referentes à educação ambiental e alimentar nos temas transversais sobre o meio ambiente e saúde, Também envolve os alunos em atividades participativas e criativas facilitando a construção de seus conhecimentos através da integração das diversas disciplinas, tais como matemática, ciências, português, história, geografia, cujos conteúdos são trabalhados simultaneamente, onde a horta é o elemento gerador de conhecimentos diversos.
            Através do desenvolvimento deste projeto pretende-se trabalhar de forma interdisciplinar os conteúdos teóricos através de aulas práticas junto à horta escolar. Utilizando a perspectiva de SERRANO (2003), o grande desafio do descompasso entre teoria e prática que os temas transversais têm enfrentado poderá ser rompido a partir do momento em que os projetos forem simples, objetivos, desenvolvidos interdisciplinarmente com uma fundamentação teórica por parte dos docentes e o rompimento com o modelo educacional cartesiano, dando espaço para o questionamento e a reflexão, que são próprios desses temas. Mais do que nunca a natureza não pode ser separada da cultura e precisamos aprender a pensar "transversalmente" as interações entre ecossistemas, mecanosfera e Universos de referência sociais e individuais (GUATTARI, 2001). O projeto aqui apresentado tem como objetivo principal demonstrar que através da implantação de uma horta escolar é possível desenvolver temas envolvendo educação ambiental e alimentar, pois além de conectar conceitos teóricos e práticos auxiliando o processo de ensino aprendizagem se constitui como uma estratégia capaz de auxiliar no desenvolvimento dos conteúdos de forma indisciplinar.


O homem sempre tem tirado da terra seu sustento, isto faz com que aprenda a mexer nela, a prepará-la para o cultivo, a ter uma relação homem-natureza, pois, ele depende dela para a sua sobrevivência. No entanto para muitos seres humanos esta relação está sendo perdida, para muitos o solo de onde o seu alimento é tirado é apenas terra, pois, atualmente na sua rotina não há mais tempo para tal relação, (FRISK, 2008)
A horta escolar tem como foco principal integrar as diversas fontes e recursos de aprendizagem, integrando ao dia a dia da escola gerando fonte de observação e pesquisa exigindo uma reflexão diária por parte dos educadores e educandos envolvidos.
O projeto Horta Escolar visa proporcionar possibilidades para o desenvolvimento de ações pedagógicas por permitir práticas em equipe explorando a multiplicidade das formas de aprender. Os alunos aprenderão, na prática, temas como nutrientes do solo, luminosidade, temperatura, fotossíntese, desenvolvimento de plantas, a vida dos insetos e medidas de áreas. Essas experiências ao vivo despertam o interesse pelas aulas. Os estudantes pesquisam e debatem mais os assuntos melhorando assim o aprendizado.
            Neste projeto, as pessoas devem atuar sempre com muita responsabilidade e compromisso. Os alunos estarão presentes na maioria das etapas e atividades desenvolvidas na horta, tais como: seleção das espécies a serem cultivadas, plantio, cuidados com a horta e colheita. Os professores auxiliarão os alunos no desenvolvimento e manutenção da horta e na supervisão dos trabalhos. Também elaborarão estratégias que permitam trabalhar os conteúdos numa visão interdisciplinar.
A finalidade do projeto de horta na escola é produzir hortaliças de qualidade, conscientizar e sensibilizar a comunidade escolar alunos, professores e funcionários sobre a importância da mesma para a saúde, meio ambiente e economia. Assim, pretende-se:
• Inserir os alunos da escola nas atividades relacionadas à horta;
• Criar uma área produtiva na escola onde todos se sintam responsáveis;
• Incentivar os alunos em relação à preservação da horta;
• Extrair da horta um complemento para a alimentação escolar.



OBJETIVO PEDAGÓGICO GERAL

O objetivo geral do projeto é refletir e discutir as oportunidades pedagógicas que educandos e educadores poderão construir a partir de estudo interdisciplinar e vivenciado, compreendendo a natureza como um todo dinâmico, de forma contextualizada, significativa e prática, na qual o ser humano é parte integrante e agente de transformação do ambiente em que vive, relacionando os conteúdos vistos em sala de aula com aplicações práticas conscientizando sobre a importância das hortaliças e seu valor nutritivo e compreendendo a relação entre solo, água e nutrientes.






OBJETIVOS PEDAGOGICOS ESPECIFICOS

*        Despertar nos alunos o interesse e a valorização da horta escolar e através dela, difundir e estimular a cultura de hortaliças na comunidade;
*        Fornecer aos alunos conhecimentos teóricos e práticos sobre a horta, servindo também como estímulo para melhorar ou construir sua horta familiar;
*         Através da horta escolar, produzir as hortaliças necessárias para a complementação da merenda escolar e servindo como poderoso instrumento didático;
*         Criar um ambiente de interação que propicie o desenvolvimento no aluno da capacidade de trabalhar em equipe e familiarize com os processos de planejamento e execução de projetos.
*        · Analisar a construção da horta como fonte de ações pedagógicas com números,medidas, geometria, tabelas através da metragem dos canteiros, distância das mudas, quantidade e qualidades de hortaliças relacionando as quatro operações (somar, subtrair, multiplicar e dividir), aproveitando os recursos e experiência na/da horta.
*        · Refletir a capacidade de interpretar as diversas tipologias textuais, produzir textos vivenciados e praticados relativos à importância da horta.
*        · Despertar o interesse da criança para a implantação da horta reconhecendo as relações da horta com o meio-ambiente e a interação do ambiente com a sobrevivência da espécie humana.
*        Compreender a importância da alimentação para a saúde humana estimulando hábitos saudáveis de alimentação. Reconhecendo partes das plantas e suas respectivas funções para as próprias plantas e para homem coletando dados e buscando conhecimentos teóricos sobre plantas, solo, higiene, corpo humano e suas funções, alimentação, saúde.
*         Dialogar de forma didática a questão ambiental na escola, família e sociedade.
*        Refletir a importância da água e da vegetação para a preservação da vida e a relação das estações do ano e sua importância no plantio e colheita dos alimentos (ciclo da vida).
*        Despertara importância da vida coletiva na construção da sociedade respeitando valores culturais, éticos, sociais, políticos, econômicos da região.
*         Relacionar hábitos saudáveis de alimentação e exercícios físicos regulares discutindo problemas como sobrepeso e obesidade, produtos artificiais e naturais e suas respectivas contribuições.




FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Os PCNs sugerem que os conteúdos de educação ambiental e alimentar sejam tratados nos temas transversais de maneira interdisciplinar na educação formal. Em outras palavras, propõe-se que as questões ambientais e de saúde permeiem os objetivos, conteúdos e orientações didáticas em todas as disciplinas, não passando, necessariamente, para o objetivo das aulas (ZUCCHI, 2002). O autor ainda atribui três qualidades a um tema transversal: 1) serve como linha orientadora que cada escola/docente pode adaptar à realidade local (por exemplo, zona rural e urbana); 2) é adequável ao trabalho com a faixa etária da criança; 3) é um tema emergente e urgente, cuja abordagem ultrapassa a mera transmissão de conhecimentos, inspirando os alunos a se mobilizarem, a saber, como fazer.
            Entretanto por diferenciar-se da educação tradicional, apresentando-se como um saber transversal e interdisciplinar, a educação ambiental e alimentar inovam, mas também arcam com as dificuldades de sua assimilação pela educação formal estruturada disciplinarmente, que acaba sendo vista como um empecilho ao desenvolvimento dos projetos pedagógicos (LEONARDI in SERRANO, 1999). Essa exigência interdisciplinar, além de colocar em cheque certas premissas da educação tradicional, gera uma insegurança muito grande nos professores (EDUCAÇÃO, 2002). De acordo com BALDASSO (2006) os temas envolvendo educação ambiental e alimentar muitas vezes tem se restringido a ocupar parte dos currículos escolares, via de regra a cargo dos professores de ciências e, freqüentemente tratado de forma pontual e desconectada da realidade local e do próprio entorno escolar.
            SERRANO (2003) coloca que o grande desafio do descompasso entre teoria e prática que os temas transversais tem enfrentado poderá ser rompido a partir do momento em que os projetos forem simples, objetivos, ajustados à vivência do cotidiano casa-escola-comunidade do aluno, desenvolvidos interdisciplinarmente, com uma fundamentação teórica por parte dos docentes e o rompimento com o modelo educacional cartesiano, dando espaço para o questionamento e a reflexão, que são próprios desses temas.
Diante dessa problemática a horta escolar torna-se um elemento capaz de desenvolver temas envolvendo educação ambiental e alimentar, pois além de desconectar conceitos teóricos a práticos auxiliando o processo de ensino e aprendizagem, se constitui como uma estratégia capaz de auxiliar no desenvolvimento dos conteúdos de forma interdisciplinar, distribuídos em assuntos trabalhados por temas transversais.



METODOLOGIA
A construção da horta e o plantio de mudas e sementes frutíferas, será realizada com alunos e professores, com auxilio da coordenação.
ü  Pesquisas orientadas em livros, jornais e revistas;
ü  Observação e análise do espaço físico;
ü  Apresentar aos alunos o Projeto Horta.
ü  Palestra sobre a importância de se ter uma horta.
ü  Assistir a um vídeo que explicativo sobre horta.
ü  Visita a uma horta vizinha.
ü  Preparar a terra e dividir os canteiros.
ü  Discutir com os alunos quais sementes será plantado
ü  Fazer a semeadura das sementes com o grupo.
ü  Semanalmente será usada uma aula de ciências do 4º e 5º ano para que os alunos possam ter o contato com a horta, cuidando e observando seu crescimento.




AVALIAÇÃO

            A avaliação será contínua e processual, observando a participação de cada aluno durante todo o processo de estudo e preparo da terra e do plantio.




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÀFICAS




AGENDA 21. Agenda 21 Local do Município de Florianópolis : meio ambiente quem faz é a gente. Florianópolis: Prefeitura Municipal de Florianópolis, 2000. 243p.
ANDRADE, D. F. Implementação da Educação Ambiental em escolas: uma reflexão. In: Fundação Universidade Federal do Rio Grande. Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, v. 4.out/nov/dez 2000.
BALDASSO, N. A.; PETRY, O. G. EDUCAÇÃO AMBIENTAL (A Prática da Gramática): Experiência de Rolante/RS. Disponível em: http://www.emater.tche.br/docs/agroeco/artigos_sustentabilidade/Nelson_A_Baldasso_2.pdf. Acesso em: 30 Jul 2006, 14:05:00.
BIANCO, S.; ROSA, A. C. M. da; Instituto Souza Cruz. Hortas escolares: o ambiente horta escolar como espaço de aprendizagem no contexto do ensino fundamental : livro do professor. 2. ed. Florianópolis: Instituto Souza Cruz, 2002. 77 p.
BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais. Apresentação dos Temas Transversais e Ética/Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997. 8 v.
BRASIL. Lei no 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, no 79, Seção 1, p.1-3, 28 abr. 1999.
CALIL, R. M.; AGUIAR, J. Nutrição e Administração nos Serviços de Alimentação Escolar. São Paulo: Marco Marcovitch, 1999. 80 p.
CARVALHO, I. CRISTINA M. Em direção ao mundo da vida: interdisciplinaridade e educação ambiental/ conceitos para se fazer 38
educação ambiental. Brasília, DF: IPÊ – Instituto de Pesquisas ecológicas, 1998. 102 p.
CASTRO, C. M.; COIMBRA, M. O Problema Alimentar no Brasil. São Paulo: UNICAMP – ALMED, 1985. 213p.
DIAS, A. A.; MORAES M. B. S.; FARIA M. F.; FRITZEN, N.; A Organização do Espaço com a Cosntrução de uma Horta Lúdica. Florianópolis, 2004. 130f. (Trabalho de Conclusão do Curso de Pedagogia em Educação Infantil) – Centro de Educação a Distância, UDESC, 2004.
EDUCAÇÃO, Revista. O Meio pela Metade. Edição 62. São Paulo: Editora Segmento, 2002.
FERNANDES, M. C. de A. A Horta Escolar como Eixo Gerador de Dinâmicas Comunitárias, Educação Ambiental e Alimentação Saudável e Sustentável. Brasília, 2005. Projeto PCT/BRA/3003 – FAO e FNDE/MEC. Disponível em: http://www.fnde.gov.br/home/alimentacao_escolar/encontrosnacionais/10_a_horta_escolar_como_eixo_gerador_de_dinamicas_comunitarias.pdf. Acesso em: 10 Abr 2005, 12:32:45.
FERREIRA, M. C. Os afazeres na Educação Infantil. São Paulo: Cortez, 1998.
FRANCO, G. Tabela de Composição Química dos Alimentos. 9 ed. São Paulo: Atheneu, 1992. 307 p.
GOODE, W. J. & HATT, P. K. Métodos em Pesquisa Social. 3ªed., São Paulo: Cia Editora Nacional, 1969.
GIACOBO, F. Resenha do livro: Estudo de Caso – Planejamento e Métodos de Robert K. Yin. Disponível em: www.nge.ct.ufsm.br Acesso em: 05 Ago 2006, 12:40:00.
GUIMARÃES, Mauro. A Dimensão Ambiental na Educação. Ed. Papirus, Campinas, SP, 2003. Col. Magistério formação e trabalho pedagógico, 107 p. 39
GRYNSZPAN, D. Educação em saúde e educação ambiental: uma experiência integradora. Cad. Saúde Pública, 1999, vol.15 supl.2, p.133-138.
HÜLSE, S. B. A contribuição do programa de alimentação escolar para uma educação pública de qualidade. Florianópolis, 2006. 66f. Monografia (Pós graduação latu sensu – especialização em práticas pedagógicas interdisciplinares na educação infantil, séries do ensino fundamental e médio – Rede de Ensino UNIVEST, 2006.
IRALA, C. H.; FERNANDEZ, P. M. Manual para Escolas - A Escola promovendo hábitos alimentares saudáveis. Brasília, 2001.
KRAMER, S. Propostas pedagógicas ou curriculares: subsídios para uma leitura crítica. Educação & Sociedade, v.18, n.60, p.15-37,dez. 1997
LEFF, H. Saber ambiental: sustentabilidade, racionalidade, complexidade, poder. Petrópolis, RJ: Vozes , 2001. 494p.
LEONARDI, M. L. A. A Educação Ambiental como um dos instrumentos de superação da insustentabilidade da sociedade atual. In: CAVALCANTI, C. (ORG.). Meio ambiente, desenvolvimento sustentável e políticas públicas. São Paulo: Cortez, 1999. p. 391 – 400.
MAGALHÃES, A. M. A horta como estratégia de educação alimentar em creche. Florianópolis, 2003. 120 f. Dissertação (Mestrado Agroecossistemas) - Universidade Federal de Santa Catarina.
MAGALHÃES, A. M.; GAZOLA H. Proposta de Educação Alimentar em Creches. Congresso Internacional de Educação Infantil. 1. Bombinhas, 2002. Anais... Bombinhas: PMPB, 2002.
MARTINS, C. Pirâmide de Alimentos: Manual do Educador. Curitiba: Nutroclinica, 1997. 147 p. 40
MEC. Ministério da Educação, 2004. Disponível em: www.mec.gov.br. Acesso em: 07 Dez 2005, 16:40:50.
MDS. Ministério do desenvolvimento social e Combate à fome, 2004. Disponível em: http://www.mds.gov.br/secretarias/secretaria01_10.asp. Acesso em: 07 Dez 2005, 17:15:30.
ORNELAS, L. Técnica Dietética. 6 ed. São Paulo: Atheneu, 1995 320 p. il.
PMF/SME. Prefeitura municipal. Secretaria Municipal de Educação. Divisão de Educação Fundamental. Proposta para educação ambiental nas escolas municipais de Florianópolis: construindo um caminho para a participação consciente e responsável – Florianópolis: PRELO, 2004. 48 p.
RCNEI. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Ministério da Educação. Brasil: 1997. 103 p.
SERRANO, C. M. L. Educação ambiental e consumerismo em unidades de ensino fundamental de Viçosa-MG. Dissertação (mestrado em Ciência Florestal) - Universidade Federal de Viçosa: UFV, 2003. 91p. Disponível em: http://www.ipef.br/servicos/teses/arquivos/serrano,cml.pdf. Acesso em: 01 Ago 2006, 16:20:00.
SIMOM, E. J. Horta Escolar: Uma experiência em Educação. Universidade Estadual de São Paulo: UNESP, 2002.
SOUZA, A. K. A relação escola-comunidade e a conservação ambiental. Monografia. João Pessoa, Universidade Federal da Paraíba, 2000.
TURANO, W. A Didática na Educação Nutricional. In: GOUVEIA, E. Nutrição Saúde e Comunidade. São Paulo: Revinter, 1990. 246 p.
VALDAMERI, A. J. Educação Ambiental: Um estudo de caso em escolas municipais. Florianópolis 2004 84f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de 41
Produção Gestão da Qualidade Ambiental) - Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção, UFSC, 2004.
ZUCCHI, O. J. Educação Ambiental e os Parâmetros Curriculares Nacionais: Um estudo de caso das concepções e práticas dos professores do ensino fundamental e médio em Toledo-Paraná. Florianópolis, 2002. 139f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção, UFSC, 2002.


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O CEMCEIII realizou no dia 07/12/12 o sorteio de uma rifa, de uma antena parabólica, promovida pela APM da escola, foi sorteado o número 126 vendido pela professora Maria Francisca para o aluno do Pré II A Erick Hyan Barbosa da Silva.






PROERD
 
 
A formatura do PROERD do CEMCEIII, foi no dia 07/12/12 com a presença de 68 alunos formandos dos 5º anos do período matutino e vespertino e a presença do Sargento Ginaldo Silva, foi um momento de muita emoção, agradecemos a todos que prestigiaram esse evento.
 
 
 










sexta-feira, 30 de novembro de 2012

PROJETO TANGRAM

-->

Centro Educacional Municipal Criança Esperança III
Diretora: Alenice Pereira Ribeiro
Coordenadora: Sandra Regina Martins de Oliveira
Professora: Gisele Moreira dos Santos
Professora: Taiza Antonia Candido Damasceno
Ano envolvido: 4º ano turma D






Tangram
Projeto educacional a ser desenvolvido no 4º ano, do Ensino Fundamental I turma D, turno vespertino, nas disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa da Escola Municipal Criança Esperança III.












Distrito de Prudêncio Thomaz - MS
Novembro de 2012
Sumário

Justificativa ______________________________________________________________ 4
Objetivos ________________________________________________________________ 5
Metodologia _____________________________________________________________ 6
Cronograma _____________________________________________________________ 7
Avaliação _______________________________________________________________ 9
Referências bibliográficas __________________________________________________ 10
Anexos _________________________________________________________________ 11




Justificativa
A Finalidade deste trabalho é oferecer aos alunos a oportunidade de conhecer o jogo, denominado aqui de “Tangram”, sabendo da importância da utilização de atividades lúdicas para o aprendizado da Matemática, assim como na disciplina de Língua Portuguesa, pois através do jogo estaremos desenvolvendo o raciocínio, a concentração e criatividade, que são três itens primordiais para a produção de textos, assim como para os cálculos.
O jogo é, para os alunos, uma forma de aprendizado que desperta o interesse, sendo uma atividade diferenciada do que habitualmente fazemos em sala de aula.
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN):
Os jogos constituem uma forma interessante de propor problemas, pois permitem que estes sejam apresentados de modo atrativo e favorecem a criatividade na elaboração de estratégias de resolução e busca de soluções, além de possibilitar a construção de uma atitude positiva perante os erros, uma vez que as situações sucedem-se rapidamente e podem ser corrigidas de forma natural, no decorrer da ação, sem deixar marcas negativas (BRASIL, 1998, p. 46)
Os pedagogos Friedrich Frobel (1782-1852), Maria Montessori (1870- 1909) e Ovide Decroly (1871-1932), elaboraram pesquisas a respeito das crianças pequenas, legando à educação grande contribuição sobre seu desenvolvimento. Estes foram os primeiros pedagogos da educação infantil a romper contra educação verbal e tradicionalista de sua época. Propuseram uma educação sensorial baseada na utilização de jogos e materiais didáticos, que deveria traduzir por si a crença em uma educação natural dos instintos infantis.
É na brincadeira que a criança se comporta além do comportamento habitual de sua idade, além de seu comportamento diário. A criança vivência uma experiência no brinquedo como se ela fosse maior do que a realidade, o brinquedo fornece estrutura básica para mudanças das necessidades e da consciência da criança. (VYGOTSKY, 1992, p.117).
Desde a antiguidade faz se o uso do ludico na educação. “O ato de jogar é tão antigo quanto o próprio homem, pois este sempre manifestou uma tendência lúdica, isto é, em impulso para o jogo. Alguns autores vão além afirmando que o jogo não se limita apenas à humanidade – seria anterior, inclusive ao próprio homem, pois já era praticado por alguns animais” (RIZZI; HAYDT, 1997, P.08)

4
Objetivos
Contextualizar a história e regras do Tangram, mostrando que Matemática e Língua Portuguesa podem ser divertidas.

Objetivo geral
Trabalhar o raciocínio, criatividade e concentração de maneira prazerosa para os alunos, tornando seu desempenho nas disciplinas abordadas maior e melhor.
Estimular a participação dos alunos nas atividades coletivas, desenvolvendo a capacidade de ouvir e respeitar os seus semelhantes.

Objetivo específico
Disciplina de Matemática:
  • Mostrar que Matemática pode ser divertida;
  • Trabalhar o raciocínio;
  • Familiarizar o aluno com as figuras básicas da Geometria;
  • Desenvolvimento do raciocínio lógico e geométrico ( habilidades de percepção espacial, analise de figuras e visualização);
  • Desenvolver o raciocínio lógico para a resolução de problemas;
  • Coordenação motora;
  • Utilização da régua;
Disciplina de Língua Portuguesa:
  • Concentração;
  • Criatividade;
  • Produção de texto;
  • Trabalho em grupo, respeitando os limites e dificuldades de cada um;

5
Metodologia
As aulas serão divididas em teóricas e práticas:
Teóricas: (Disciplina de Matemática)
  • Conversa informal sobre o tema;
  • Apresentação da história do Tangram;
  • Regras do jogo;
Práticas: (Disciplina de Matemática)
  • Distribuição de material ( folhas de sulfite, régua e lápis de cor) para confecção do
  • Tangram;
  • Confecção do Tangram
Montagem prévia das figuras;
Teóricas: (Disciplina de Língua Portuguesa)
  • Explicação de como será feita a produção de texto através das imagens criadas com o Tangram;
Práticas: (Disciplina de Língua Portuguesa)
  • Produção de texto em folhas de rascunho;
  • Correção dos textos produzidos pelos alunos;
  • Revisão e reescrita dos textos, já corrigidos;
  • Confecção de cartazes, com os textos e imagens.

Ao final dos trabalhos será feita uma exposição dos trabalhos pra a comunidade escolar.


6
Cronograma
As atividades serão realizadas em horário regular nas aulas de Matemática e Língua Portuguesa, durante o mês de novembro. Onde a turma do 5º ano C somente realizarão atividades na disciplina de Matemática.

Matemática
Data
O que fazer.


09/11/2012

  • Conversa informal sobre o tema;
  • Apresentação da história do Tangram;


12/11/2012

  • Regras do jogo;

14/11/2012
  • Distribuição de material ( folhas de sulfite, régua e lápis de cor) e confecção do Tangram;
  • Montagem prévia das figuras;

Língua Portuguesa
Data
O que fazer.

12/11/2012

  • Explicação de como será feita a produção de texto através das imagens criadas com o Tangram;


13/11/2012

  • Produção de texto em folhas de rascunho;
  • Correção dos textos produzidos pelos alunos;


14/11/2012

  • Revisão e reescrita dos textos, já corrigidos;
  • Confecção de cartazes, com os textos e imagens.



7
Avaliação
A avaliação será contínua e sistemática, os alunos estarão sendo observados pela professora da disciplina, a qual dará ênfase aos seguintes itens:
Disciplina de matemática: interesse, participação, domínio do conteúdo e postura em sala.
Disciplina de Língua Portuguesa: interação, concentração na produção, ortografia, respeito ao próximo.






8
Referências:

  • BRASIL, PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Fundamental – Bases Legais, Brasília, Ministério da Educação/ Secretaria de Educação Média e Tecnológica. 1997.
  • VYGOTSKY, L. S. Imaginación y creación en la edad infantil. La Habana: Editorial Pueblo y Educación, 1999.
  • VYGOTSKY, L. S. "Concrete Human Psycology", Soviet Psychology, v. XXVII, n. 2., 1986,pp. 53-77.(Tradução para o português de Enid Abreu Dobránszky, 1989).
  • FRIEDMANN, Adriana. Brincar: crescer e aprender. O resgate do jogo infantil. Ed. Moderna São Paulo, 1996.
  • Coleção Explorando o Ensino, vol. 17, Matemática, PDE, Ministério da Educação;
  • TOLEDO,Marilia. Teoria e Prática de Matemática, Como Dois e Dois, 1ª edição, São Paulo, Ed. FTD, 2009;
  • Coleção Explorando o Ensino, vol. 19,Língua Portuguesa, PDE, Ministério da Educação;

9
Anexos
Método passo a passo a ser ensinado para a construção do Tangram
1. A partir de um quadrado ABCD, traça-se a sua diagonal DB, marca-se o seu ponto médio O e traça-se uma perpendicular a DB em O passando por A.2. Marca-se os pontos médios, M de DO e N de OB.3. Marca-se os pontos médios, P de DC e Q de CB. Traça-se o segmento PQ e marca-se o seu ponto médio R.4. Traça-se os segmentos PM, OR e RN.

História: Originário da China, com o nome Chi-Chiao, que significa “os sete pedaços inteligentes” ou “quebra-cabeça de sete sabedorias”, o Tangram é um jogo milenar que exige criatividade e concentração, pois é na sua simplicidade que nasce sua riqueza. Através de um quadrado que é dividido em sete peças pode surgir formas humanas, abstratas e objetos de diversos formatos.
A simplicidade em representar uma enorme variedade de figuras, e ao mesmo tempo a dificuldade para resolve-lo, explica um pouco a mística deste jogo.

10
Para jogar o Tangram é importante possuir criatividade, paciência e imaginação, sendo que reconstituir algumas formas parece quase impossível, pois as peças não podem ser sobrepostas e todas devem ser usadas.
Modelos de imagens criadas a partir das peças do Tangram:





PARECER TÉCNICO DO COORDENADOR PEDAGÓGICO


O Projeto Tangram tem aprovação da diretora Alenice Ribeiro Pereira e da coordenadora Sidinéia Garcia Pereira em seu parecer técnico pedagógico, pois o mesmo desenvolveu de forma significativa a aprendizagem dos alunos sobre os conteúdos propostos, os quais são muito importantes nas produções de texto, o projeto estimulou a leitura e produção textual, visando desenvolver o raciocínio, a criatividade e concentração dos educandos.





____________________________

Diretora Alenice Ribeiro Pereira




______________________________
Coordenadora Sandra R. M. de Oliveira










12